O primeiro episódio do Operário Criador aborda o processo de preparação e produção do som do filme, desde a elaboração do roteiro até o set de filmagem. Uma pequena aula de workflow com todas as etapas e tarefas da equipe de som.
Dolby Atmos
A Dolby acaba de anunciar seu novo sistema de reprodução – por enquanto restrito às salas de cinema, mas com a promessa de se estender para o formato home theatre – o Dolby Atmos.
A idéia não é nova: criar uma experiência de imersão através do passeio de elementos sonoros pela sala de cinema. Mas o conceito é: ao invés de usar a divisão em canais discretos, como no Dolby 5.1 ou 7.1, o Dolby Atmos se propõe a tratar os elementos sonoros como objetos que se deslocam através da sala de um speaker para o outro, independente do tamanho da sala, ou de sua configuração original. E promete mais ainda: adaptação da mixagem do filme ao formato de cada sala, seja ela 5.1, 7.1 ou qualquer coisa, sem que seja preciso mixar o filme para cada formato. É o pulo do gato do sistema; adaptabilidade.
É claro que esta capacidade de adaptação requer antes de mais nada um investimento em novos equipamentos Dolby, porque afinal de contas seus executivos tem que pagar o leite das crianças. Enquanto a Dolby testa o sistema nos EUA, na Europa e no Japão e os exibidores brasileiros fazem as contas para determinar o novo valor do já ultra-mega-caro ingresso de cinema, nós, os profissionais do som, vamos começando a esquentar a cabeça pra bolar planos de som mirabolantes. E bora gastar uma grana pra adaptar os estúdios de edição e mixagem para um novo sistema.
Vamos esperar sentados, porque vai demorar pra chegar por aqui. Mas se entregar o que promete, o Dolby Atmos pode incrementar a brincadeira de ir ao cinema. E muito.



